Com o falecimento dos pais,os filhos se dispersaram, o meu bisavô Pietro, continuou na fazenda, casou-se com Vicenza Barbisan, que também trabalhava nesta fazenda e todos os seus filhos nasceram nesta fazenda. Alguns foram trabalhar na Usina Ester, em Cosmópolis, como é o caso do João, ficaram algum tempo por lá e depois se fixaram em Betel (próximo a Campinas). O Federico com o Luigi foram para a Argentina.Depois de algum tempo o Federico retornou ao Brasil e o Luigi ficou na Argentina. Com seu retorno grande parte da família se estabeleceu em Betel. Tornaram-se comerciantes, com armazém de secos e molhados. Eugênio e Giovanna também se estabeleceram em Betel, casaram-se com pessoas da mesma família, também de italianos, de sobrenome Manzan. O meu bisavô Pietro se estabeleceu em Valinhos, próximo a Campinas, só que continuou como agricultor, comprou umas terras, a qual colocou o nome de Sitio Pinheiros, e suas filhas o ajudaram a formar, porque os filhos homens eram todos pequenos. Elas jovens que eram perfuraram o poço para obterem água construíram a casa, (de pedra como era costume italiano), plantavam o café, faziam comida, ajudavam a criar os irmãos menores, mas não puderam estudar, e assim era com todas as famílias italianas.Todos os filhos do Pietro se casaram neste sítio, e quando foram formar as suas famílias, o Pietro vendeu o sítio, foi trabalhar em uma chácara plantando uvas. Quando o meu bisavô faleceu, sua mulher Vicenza foi morar em Valinhos, próximo da filha Amélia até falecer. Esta família sempre foi muito unida, e apesar do Pietro morar longe dos irmãos, sempre se visitavam e se ajudavam. Hoje este ramo da família está em Betel, Paulínia, Valinhos, São Paulo, Santa Rita Passa Quatro, Campinas, Araras, Limeira e seguindo a linha toda da família, chegaremos a Cascavel, Chapecó, Urussanga e muitas outras cidades do sul do Brasil e também na Argentina e Itália onde com certeza existe alguém.
A primeira leva de Baldin, que imigraram para o Brasil, se estabeleceram em Urussanga, em Santa Catarina. Chegaram às vésperas do Natal de 1879, vindos do Porto de Gênova. Era a familia comandada por Antonio Baldin.
Mas para melhor acompanharmos o movimento migratório da familia, voltaremos na história e no tempo.
Corria o ano de 1791e, numa atitude extremada, deixando para trás pais, irmãos e demais parentes como, também a atividade de camponeses e de pastoreio de cabras e ovelhas nas verdes colinas do Comune de San Zenone Degli Ezzelini, Província de Treviso, Itália, os irmãos Osvaldo e Antonio Baldin estabeleceram-se como camponeses lavradores de terra, na Paroquia de San Floriano, no Comune de Castelfranco Veneto, sempre na Província de Treviso, Itália. Em San Floriano, os irmãos Baldin instalaram sua propriedade justamente na área Central da pequena comunidade agrícola, na Via Stradone, numero 2. Antonio Baldin descendia diretamente desses homens.
Antonio Baldin, nasceu em 9 de setembro de 1852, em San Floriano, filho de Giovanni Battista (GioBatta) Baldin e Maria Vendramini, cujo casamento se realizou em 21 de junho de 1849, na também Vallá, Treviso. Em 1874, também em SanFloriano, Antonio Baldin casa-se com Maria Luigia Faccin Garbujo. Em 1879, aos 27 anos de idade, juntamente com seus irmãos Sebastiano e Giuseppe e seu primo Angelo, e outros italianos da sua faixa etária ou de mais idade, Antonio Baldin chegou à Colônia Urussanga como imigrante.
O casal Antonio Baldin e Maria Luigia tiveram doze(12) filhos. Mônica e Emilia nasceram na Itália. Cândida, João, Maria(Marieta), Angelo, Emílio, Virginea, Ferminio, Zérico, Tranqüilo e Luiz nasceram em Urussanga.
Quando chegaram ao Brasil, Antonio Baldin, estabeleceu sua morada na localidade de Rio Carvão e, após a derrubada da mata que cobria a colônia de terras, iniciou as plantações de tudo o que se considerava necessário: milho, feijão, cereais, verduras legumes, frutas variadas. Criava suínos, gado leiteiro, galinhas.... Mas dedicou-se mesmo ao plantio de cana de açúcar e, após a construção de um engenho, especializou-se também na produção de açúcar, que vendia no comércio em Urussanga, em sociedade com os irmãos Sebastiano e Giuseppe. Também cultivava vinhedo e passou a produzir juntamente com os irmãos, filhos e sobrinhos “os melhores e mais famosos vinhos da Colônia Urussanga”, segundo relato de seus descendentes.
No duro trabalho da roça, no Rio Carvão, além de ter a presença da mulher e dos filhos, Antonio Baldin era também acompanhado de seus irmãos e de suas famílias: Sebastiano, com 45 anos , que já viera casado da Itália, com Paola Funaro, Giuseppe, com 32 anos, que no Rio Carvão conheceu Giudita Zanellatto, com quem se casou; e também, o primo Angelo, com 27 anos, que casou-se com Tereza Zanellatto em Rio Carvão. Alguns anos depois de ter imigrado, Angelo veio a falecer.
Em Urussanga Antonio Baldin trabalhou ativamente juntamente com outros italianos, na construção da Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina e era um líder na cominidade Rio Carvão, liderança essa herdada de seu pai Giovanni Battista, pois este também era o lider administrativo que controlava o trabalho agrícola coletivo executado pela família em San Floriano.
Eram católicos muito fiéis a Deus, e Antonio Baldin era o representante da Igreja em praticamente todas as comunidades da Colônia Urussanga. No ano de 1880 a Colônia Urussanga, foi acometida de uma epidemia de febre, chamada por todos de peste e que ceifou muitas vidas, principalmente velhos e crianças. Os Baldin e demais colonos italianos de Rio Carvão, organizaram uma missa comunitária, ao ar livre, sob a invocação de N.Senhora da Saúde, em sufrágio dos mortos e pelo fim do flagelo. Como atribuiam à Santa a proteção e o final da epidemia, a familia Baldin , juntamente com outros imigrantes iniciaram a construção de uma Capela em homenagem a Nossa Senhora da Saúde, que foi eregida no local onde se celebrou a missa.
Essa dívida, em especial para os Baldin, se devia ao fato de haver tido uma epidemia de cólera por volta de 1875, no norte da Itália e então a família Baldin que era considerada ainda numerosa, cerca de 80 pessoas, sofreu uma razoável baixa, tendo sido praticamente exterminada. Restaram em San Floriano, os irmãos Sebastiano, Giuseppe, Antonio e o primo Angelo que emigraram para Urussanga, os irmãos Mario e Roberto e seus descendentes Aldo, Gino e Bruno, que ficaram em San Floriano. Além , é verdade, de outros primos e parentes que migraram para outras comunes na Itália e outros que imigraram para outras partes do Brasil(Campinas), Argentina e Estados Unidos.
Os Baldin não eram muito participantes das festividades da comunidade, mas gostavam de se reunir em casa(acabaram tornando-se numerosos). Eram pais amorosos para seus filhos. Em família tinham respeito entre si e, principalmente, queriam-se muito bem. Como Antonio Baldin costumava dizer “eram unidos entre si e esta união era a força com que contavam”. Que estas palavras continue soando em nossos ouvidos e coração, para que esta imensa familia Baldin continue sendo unida.
A família Baldin, juntamente com outros colonos italianos vênetos, fundou Rio Carvão, em Urussanga, Santa Catarina.
Este pequeno resumo, sobre a familia Baldin em Santa Catarina foi extraído do livro de: BALDIN NELMA, “ TÃO FORTES QUANTO A VONTADE “- HISTÓRIA DA IMIGRAÇÃO ITALIANA NO BRASIL: OS VÊNETOS EM SANTA CATARINA- FLORIANÓPOLIS, EDITORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA E EDITORA INSULAR, 1999 PÁGINAS 129, 130, 132, 133,134, 136 E 140.





Olá, estou procurando informações da minha familia Zanellatto, saberia me dizer quem era os pais ou avôs de Giudita Zanellatto e Tereza Zanellatto que você mencionou? Obrigado
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