quinta-feira, 23 de abril de 2015

FAMILIA BALDIN

 Este sobrenome se origina de Baldo, que vem do germânico Balth-Baltha, que significa corajoso, audaz, intrépido, termo muito usado na formação de nomes próprios como Theubalth, Hubalth, etc,que se latinizaram em Theobaldus, Hubaldus.Na fala popular e coloquial, esses nomes se reduziram a BALDUS e o sobrenome surge com a expressão fq. Baldo (filho do Sr. Baldus).
   Baldin vêm desse nome Baldus que se transforma em Baldo com a forma diminuitiva INO, na região vêneta muda para IN, ficando então sua origem em BALDO, na forma do plural BALDI com o sufixo truncado vêneto IN, e seu significado é Baldin filho mais novo de Baldi.
                                          BALTH>BALDUS>BALDO>BALDINO>BALDI>BALDIN 
   Fq.- filius quondon em latim (filho do falecido Sr.)
   Este sobrenome é muito difundido em quase toda Itália, na Província de Treviso são 126 famílias com o sobrenome, distribuído em 23 cidades. São 356 cidades em toda Itália, onde existe o sobrenome BALDIN perfazendo um total de 917 famílias.
   Este sobrenome é difundido na Itália desde 1381, com a inscrição do Tenente Baldino, como conde de Firenze.

       A longa viagem de qualquer imigrante que saísse da Itália e viesse ao Brasil era igual. A saída do porto de Gênova, a travessia pelo oceano que demorava de 20 a 25 dias, em "vapores” e desembarcavam em Santos ou no Rio de Janeiro. 
   Embarcavam alegres, cantando e quase sempre era uma canção que dizia em que trabalhariam.
   “Andiamo in ‘America...
   Andiamo a raccogliere caffe/
   Andiamo in 'America...”
   Mas depois de algum tempo essa alegria se transformava em temor e preocupação: como seria a vida na nova terra? Conseguiriam fazer fortuna, viver bem? E além dessas dúvidas havia a viagem em si, que já era uma aventura e muitos não conseguiam completá-la. Apesar do rigoroso controle no porto, muitos doentes embarcavam e geralmente uma ou mais epidemia se instalava no navio, e um portador de doença entre dezenas de pessoas em ambiente pouco adequado,sem ventilação, apertado, resultava em uma ou mais mortes em alto mar, e a sepultura acabava sendo o próprio mar.Com todos esses problemas, mas cheios de coragem e determinação atravessavam o oceano, rumo à América.
   A maioria dos imigrantes acabava desembarcando em Santos, passavam pela Inspetoria da Imigração, tomavam o trem para S.Paulo, ficavam na Hospedaria dos Imigrantes e depois seguiam para as fazendas de café. Havia sempre um capataz de alguma fazenda na Hospedaria, aguardando os imigrantes, porque a grande maioria dos imigrantes veio trabalhar na lavoura,substituindo a mão de obra escrava que estava sendo abolida e as fazendas necessitavam de empregados. Assim, Filippo Baldin desembarcou no porto de Santos no dia 17.12.1888 no vapor "France", conforme consta na Hospedaria dos Imigrantes no livro 16, pág.103. Veio com quase toda a família, incluindo mulher, filhos, irmão, cunhada e sobrinhos, e ao desembarcarem foram para a fazenda Pau Grande, de propriedade da Baronesa de Limeira. A grande família Baldin era composta por Filippo Baldin, Rosa Bobatto, seus filhos, Pietro, Eugenio, Maddalena, Luigi, Federico, Giovanna, Anna, Paolo, seu irmão Adamo com a esposa Fiorina Guerra e seus filhos Gio-Batta com a esposa Rosa Pietrobon, Maria e Angelo, bem como seus netos Carolina, Catterina, Sante, Emilio, Nuzio e Catterino.
   Essa fazenda tinha 200 mil pés de café em terra massapé roxa, máquina de beneficio acionada a água e terreiros atijolados.Depois pertenceu aos Barões de Anhumas, tendo o nome mudado para Fazenda Anhumas. Nessa fazenda se casam os filhos e nascem os netos de Filippo. Nesta fazenda em 1904 morre Rosa Bobatto e em 05.07.1913 Filippo Baldin, sendo ambos enterrados no túmulo pertencente à família da Baronesa na quadra 1, num. 217 do Cemitério da Saudade em Campinas

                                                       Casal Pietro Baldin e Vicenza Barbisan     

  A família Baldin, é originária do Vêneto, mais precisamente de Veneza, de onde se espalhou para toda e Itália, Europa, Américas, Austrália e Brasil. Algumas destas famílias vieram para Campinas (SP) e cidades da região, outras imigraram para Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Esta família Baldin, tem sua origem mais remota com o nascimento de Johannes Baldin em 23 outubro de 1590 em Chioggia, Veneza. Seu filho Domencio Baldin nasce em Canizzanno, na Província de Treviso em 12 out 1610, casa-se lá em 30.04.1634 com Cantia Menega. Este filho Domenico é o ancestral mais antigo que se tem noticia, através de documentos.
Os primeiros Baldin que no Brasil chegaram foram Antonio Baldin, seus irmãos Sebastiano e Giuseppe, e o primo Ângelo Antonio e Sebastiano já estavam casados e Giuseppe e Angelo casaram-se em Urussanga – Santa Catarina, que foi o destino de chegada na véspera do Natal de 1879.Em Urussanga, e em Rio Carvão, desbravaram matas, plantaram tudo o que consideravam importante e necessário para viveram, especializaram-se no plantio da cana de açúcar, construíram engenho e passaram a produzir o açúcar que era vendido no comércio local, e finalmente cultivaram uva e fabricaram vinhos, os quais eram considerados os melhores da região Ajudaram e trabalharam no progresso de Urussanga.
Os Baldin que chegaram ao Rio Grande do Sul, foram Giovanni Battista Baldin com a esposa Oliva e os filhos Lucia e Luigi em 04.02.1887. Também neste mesmo navio chegaram Vincenzo Baldin com a esposa Giulia e os filhos Anna, Antonio, Cesare, Chiara e Elisa. Eram de Albaredo d’Adige, na Província de Verona. A família chega em Dona Isabel (RS), vindos do Porto de Santos no Navio Rio Pardo, e se estabelecem em Antonio Prado.Outros Baldin se estabeleceram em Alfredo Chaves, atual Veranópolis, também de Verona, Michelangelo a esposa Cecília e os filhos Luigia, Tullio,Lucia,Turosia e Eleutério, e a família de seu irmão Pietro a esposa Catterina e os filhos Maria, Clemente,Carlo e Giuseppe. Chegaram ao Rio Grande do Sul, em 24/12/1887. Eram agricultores também.
Os Baldin começaram a chegar a São Paulo em 1887. Se espalharam por todo o Estado. Fixaram-se em Campinas, Araras; Valinhos; Vinhedo; Jundiaí; São José do Rio Preto; Araraquara e tantas outras cidades, engrandecendo o Estado e o País nas fazendas de café.
A família de Filippo Baldin e de seu irmão Adamo, mais a de um tio de nome Luigi, tio este que não chegou ao destino, vindo a falecer no navio, chegaram em Campinas a 17.12.1888. Deixaram a pequena Castello di Godego, na Província de Treviso, juntamente com mais agricultores, e foram trabalhar na Fazenda Pau Grande, da Baronesa de Limeira, depois passaram a trabalhar nas demais fazendas desta mesma Baronesa.
Depois de algum tempo nestas fazendas, souberam que alguns estavam estabelecidos em Valinhos, e muitos se mudaram para lá. Mas como sempre tinham que procurar trabalho, e com os casamentos dos filhos, forma se espalhando pelas diversas cidades do Estado de São Paulo.
Os Baldin liderados por Alfonso Baldin, aqui chegando no Porto do Rio de Janeiro no Navio Colombo em 05.02.1896, seguiram para Juiz de Fora, e em 12 de fevereiro saíram com o destino a Rio Verde - Três Corações(MG). A convite de Ângelo Bellato, italiano que já estava em Minas Gerais a algum tempo, a família muda-se para Ponte Alta de Campanha, hoje Monsenhor Paulo (MG). Esta família Baldin até hoje é muito conhecida e reverenciada porque juntamente com esta família Bellato ajudaram a engrandecer esta cidade. Ajudavam a visitar doentes, a receber outros imigrantes que por lá chegavam. A construção da Igreja Matriz se deve à família de Alfonso Baldin. A banda de musica da cidade, armazéns; fabrica de manteiga; cinema; carro de aluguel; caminhão para transportes, ferraria, e até o terreno do primeiro grupo escolar e a delegacia de Ponte Alta foi doado pela família Baldin.
Este sobrenome é difundido em todo Veneto, mas a Província de Padova é que possui o maior numero. Os Baldin que vieram para o Brasil, são provenientes das Provincias de Padova, Verona, Veneza, Treviso e Udine.
UM POUCO DE NOSSA HISTÓRIA!! FELIZ 2016!!























cidades dos Baldin no Veneto : SANFLORIANO DI CASTELFRANCO VENETO







quinta-feira, 9 de abril de 2015

FAMILIA BALDIN

Depois da Fazenda Pau Grande, Filippo foi para a Fazenda Macuco, onde nasceram seus outros filhos Antônio e João, e como seus outros filhos ficaram na Fazenda Pau Grande, ele retornou até o final de sua vida.
   Com o falecimento dos pais,os filhos se dispersaram, o meu bisavô Pietro, continuou na fazenda, casou-se com Vicenza Barbisan, que também trabalhava nesta fazenda e todos os seus filhos nasceram nesta fazenda. Alguns foram trabalhar na Usina Ester, em Cosmópolis, como é o caso do João, ficaram algum tempo por lá e depois se fixaram em Betel (próximo a Campinas). O Federico com o Luigi foram para a Argentina.Depois de algum tempo o Federico retornou ao Brasil e o Luigi ficou na Argentina. Com seu retorno grande parte da família se estabeleceu em Betel. Tornaram-se comerciantes, com armazém de secos e molhados. Eugênio e Giovanna também se estabeleceram em Betel, casaram-se com pessoas da mesma família, também de italianos, de sobrenome Manzan. O meu bisavô Pietro se estabeleceu em Valinhos, próximo a Campinas, só que continuou como agricultor, comprou umas terras, a qual colocou o nome de Sitio Pinheiros, e suas filhas o ajudaram a formar, porque os filhos homens eram todos pequenos. Elas jovens que eram perfuraram o poço para obterem água construíram a casa, (de pedra como era costume italiano), plantavam o café, faziam comida, ajudavam a criar os irmãos menores, mas não puderam estudar, e assim era com todas as famílias italianas.Todos os filhos do Pietro se casaram neste sítio, e quando foram formar as suas famílias, o Pietro vendeu o sítio, foi trabalhar em uma chácara plantando uvas. Quando o meu bisavô faleceu, sua mulher Vicenza foi morar em Valinhos, próximo da filha Amélia até falecer. Esta família sempre foi muito unida, e apesar do Pietro morar longe dos irmãos, sempre se visitavam e se ajudavam. Hoje este ramo da família está em Betel, Paulínia, Valinhos, São Paulo, Santa Rita Passa Quatro, Campinas, Araras, Limeira e seguindo a linha toda da família, chegaremos a Cascavel, Chapecó, Urussanga e muitas outras cidades do sul do Brasil e também na Argentina e Itália onde com certeza existe alguém.








 OS BALDIN DE URUSSANGA-SANTA CATARINA




   A primeira leva de Baldin, que imigraram para o Brasil, se estabeleceram em Urussanga, em Santa Catarina. Chegaram às vésperas do Natal de 1879, vindos do Porto de Gênova. Era a familia comandada por Antonio Baldin.
   Mas para melhor acompanharmos o movimento migratório da familia, voltaremos na história e no tempo.
   Corria o ano de 1791e, numa atitude extremada, deixando para trás pais, irmãos e demais parentes como, também a atividade de camponeses e de pastoreio de cabras e ovelhas nas verdes colinas do Comune de San Zenone Degli Ezzelini, Província de Treviso, Itália, os irmãos Osvaldo e Antonio Baldin estabeleceram-se como camponeses lavradores de terra, na Paroquia de San Floriano, no Comune de Castelfranco Veneto, sempre na Província de Treviso, Itália. Em San Floriano, os irmãos Baldin instalaram sua propriedade justamente na área Central da pequena comunidade agrícola, na Via Stradone, numero 2. Antonio Baldin descendia diretamente desses homens.
   Antonio Baldin, nasceu em 9 de setembro de 1852, em San Floriano, filho de Giovanni Battista (GioBatta) Baldin e Maria Vendramini, cujo casamento se realizou em 21 de junho de 1849, na também Vallá, Treviso. Em 1874, também em SanFloriano, Antonio Baldin casa-se com Maria Luigia Faccin Garbujo. Em 1879, aos 27 anos de idade, juntamente com seus irmãos Sebastiano e Giuseppe e seu primo Angelo, e outros italianos da sua faixa etária ou de mais idade, Antonio Baldin chegou à Colônia Urussanga como imigrante.
   O casal Antonio Baldin e Maria Luigia tiveram doze(12) filhos. Mônica e Emilia nasceram na Itália. Cândida, João, Maria(Marieta), Angelo, Emílio, Virginea, Ferminio, Zérico, Tranqüilo e Luiz nasceram em Urussanga.
   Quando chegaram ao Brasil, Antonio Baldin, estabeleceu sua morada na localidade de Rio Carvão e, após a derrubada da mata que cobria a colônia de terras, iniciou as plantações de tudo o que se considerava necessário: milho, feijão, cereais, verduras legumes, frutas variadas. Criava suínos, gado leiteiro, galinhas.... Mas dedicou-se mesmo ao plantio de cana de açúcar e, após a construção de um engenho, especializou-se também na produção de açúcar, que vendia no comércio em Urussanga, em sociedade com os irmãos Sebastiano e Giuseppe. Também cultivava vinhedo e passou a produzir juntamente com os irmãos, filhos e sobrinhos “os melhores e mais famosos vinhos da Colônia Urussanga”, segundo relato de seus descendentes.
   No duro trabalho da roça, no Rio Carvão, além de ter a presença da mulher e dos filhos, Antonio Baldin era também acompanhado de seus irmãos e de suas famílias: Sebastiano, com 45 anos , que já viera casado da Itália, com Paola Funaro, Giuseppe, com 32 anos, que no Rio Carvão conheceu Giudita Zanellatto, com quem se casou; e também, o primo Angelo, com 27 anos, que casou-se com Tereza Zanellatto em Rio Carvão. Alguns anos depois de ter imigrado, Angelo veio a falecer.
   Em Urussanga Antonio Baldin trabalhou ativamente juntamente com outros italianos, na construção da Estrada de Ferro Dona Tereza Cristina e era um líder na cominidade Rio Carvão, liderança essa herdada de seu pai Giovanni Battista, pois este também era o lider administrativo que controlava o trabalho agrícola coletivo executado pela família em San Floriano.
   Eram católicos muito fiéis a Deus, e Antonio Baldin era o representante da Igreja em praticamente todas as comunidades da Colônia Urussanga. No ano de 1880 a Colônia Urussanga, foi acometida de uma epidemia de febre, chamada por todos de peste e que ceifou muitas vidas, principalmente velhos e crianças. Os Baldin e demais colonos italianos de Rio Carvão, organizaram uma missa comunitária, ao ar livre, sob a invocação de N.Senhora da Saúde, em sufrágio dos mortos e pelo fim do flagelo. Como atribuiam à Santa a proteção e o final da epidemia, a familia Baldin , juntamente com outros imigrantes iniciaram a construção de uma Capela em homenagem a Nossa Senhora da Saúde, que foi eregida no local onde se celebrou a missa.
   Essa dívida, em especial para os Baldin, se devia ao fato de haver tido uma epidemia de cólera por volta de 1875, no norte da Itália e então a família Baldin que era considerada ainda numerosa, cerca de 80 pessoas, sofreu uma razoável baixa, tendo sido praticamente exterminada. Restaram em San Floriano, os irmãos Sebastiano, Giuseppe, Antonio e o primo Angelo que emigraram para Urussanga, os irmãos Mario e Roberto e seus descendentes Aldo, Gino e Bruno, que ficaram em San Floriano. Além , é verdade, de outros primos e parentes que migraram para outras comunes na Itália e outros que imigraram para outras partes do Brasil(Campinas), Argentina e Estados Unidos.
   Os Baldin não eram muito participantes das festividades da comunidade, mas gostavam de se reunir em casa(acabaram tornando-se numerosos). Eram pais amorosos para seus filhos. Em família tinham respeito entre si e, principalmente, queriam-se muito bem. Como Antonio Baldin costumava dizer “eram unidos entre si e esta união era a força com que contavam”. Que estas palavras continue soando em nossos ouvidos e coração, para que esta imensa familia Baldin continue sendo unida.
   A família Baldin, juntamente com outros colonos italianos vênetos, fundou Rio Carvão, em Urussanga, Santa Catarina.
   Este pequeno resumo, sobre a familia Baldin em Santa Catarina foi extraído do livro de: BALDIN NELMA, “ TÃO FORTES QUANTO A VONTADE “- HISTÓRIA DA IMIGRAÇÃO ITALIANA NO BRASIL: OS VÊNETOS EM SANTA CATARINA- FLORIANÓPOLIS, EDITORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA E EDITORA INSULAR, 1999 PÁGINAS 129, 130, 132, 133,134, 136 E 140.