quarta-feira, 17 de junho de 2015

COM AMIGOS QUERIDOS EM GONÇALVES MG

Depois de anos sem podermos viajar...fomos a Gonçalves com nossos irmãos mais que queridos..Armando e Luciana...dias alegres, com muita risada...























quinta-feira, 23 de abril de 2015

FAMILIA BALDIN

 Este sobrenome se origina de Baldo, que vem do germânico Balth-Baltha, que significa corajoso, audaz, intrépido, termo muito usado na formação de nomes próprios como Theubalth, Hubalth, etc,que se latinizaram em Theobaldus, Hubaldus.Na fala popular e coloquial, esses nomes se reduziram a BALDUS e o sobrenome surge com a expressão fq. Baldo (filho do Sr. Baldus).
   Baldin vêm desse nome Baldus que se transforma em Baldo com a forma diminuitiva INO, na região vêneta muda para IN, ficando então sua origem em BALDO, na forma do plural BALDI com o sufixo truncado vêneto IN, e seu significado é Baldin filho mais novo de Baldi.
                                          BALTH>BALDUS>BALDO>BALDINO>BALDI>BALDIN 
   Fq.- filius quondon em latim (filho do falecido Sr.)
   Este sobrenome é muito difundido em quase toda Itália, na Província de Treviso são 126 famílias com o sobrenome, distribuído em 23 cidades. São 356 cidades em toda Itália, onde existe o sobrenome BALDIN perfazendo um total de 917 famílias.
   Este sobrenome é difundido na Itália desde 1381, com a inscrição do Tenente Baldino, como conde de Firenze.

       A longa viagem de qualquer imigrante que saísse da Itália e viesse ao Brasil era igual. A saída do porto de Gênova, a travessia pelo oceano que demorava de 20 a 25 dias, em "vapores” e desembarcavam em Santos ou no Rio de Janeiro. 
   Embarcavam alegres, cantando e quase sempre era uma canção que dizia em que trabalhariam.
   “Andiamo in ‘America...
   Andiamo a raccogliere caffe/
   Andiamo in 'America...”
   Mas depois de algum tempo essa alegria se transformava em temor e preocupação: como seria a vida na nova terra? Conseguiriam fazer fortuna, viver bem? E além dessas dúvidas havia a viagem em si, que já era uma aventura e muitos não conseguiam completá-la. Apesar do rigoroso controle no porto, muitos doentes embarcavam e geralmente uma ou mais epidemia se instalava no navio, e um portador de doença entre dezenas de pessoas em ambiente pouco adequado,sem ventilação, apertado, resultava em uma ou mais mortes em alto mar, e a sepultura acabava sendo o próprio mar.Com todos esses problemas, mas cheios de coragem e determinação atravessavam o oceano, rumo à América.
   A maioria dos imigrantes acabava desembarcando em Santos, passavam pela Inspetoria da Imigração, tomavam o trem para S.Paulo, ficavam na Hospedaria dos Imigrantes e depois seguiam para as fazendas de café. Havia sempre um capataz de alguma fazenda na Hospedaria, aguardando os imigrantes, porque a grande maioria dos imigrantes veio trabalhar na lavoura,substituindo a mão de obra escrava que estava sendo abolida e as fazendas necessitavam de empregados. Assim, Filippo Baldin desembarcou no porto de Santos no dia 17.12.1888 no vapor "France", conforme consta na Hospedaria dos Imigrantes no livro 16, pág.103. Veio com quase toda a família, incluindo mulher, filhos, irmão, cunhada e sobrinhos, e ao desembarcarem foram para a fazenda Pau Grande, de propriedade da Baronesa de Limeira. A grande família Baldin era composta por Filippo Baldin, Rosa Bobatto, seus filhos, Pietro, Eugenio, Maddalena, Luigi, Federico, Giovanna, Anna, Paolo, seu irmão Adamo com a esposa Fiorina Guerra e seus filhos Gio-Batta com a esposa Rosa Pietrobon, Maria e Angelo, bem como seus netos Carolina, Catterina, Sante, Emilio, Nuzio e Catterino.
   Essa fazenda tinha 200 mil pés de café em terra massapé roxa, máquina de beneficio acionada a água e terreiros atijolados.Depois pertenceu aos Barões de Anhumas, tendo o nome mudado para Fazenda Anhumas. Nessa fazenda se casam os filhos e nascem os netos de Filippo. Nesta fazenda em 1904 morre Rosa Bobatto e em 05.07.1913 Filippo Baldin, sendo ambos enterrados no túmulo pertencente à família da Baronesa na quadra 1, num. 217 do Cemitério da Saudade em Campinas

                                                       Casal Pietro Baldin e Vicenza Barbisan     

  A família Baldin, é originária do Vêneto, mais precisamente de Veneza, de onde se espalhou para toda e Itália, Europa, Américas, Austrália e Brasil. Algumas destas famílias vieram para Campinas (SP) e cidades da região, outras imigraram para Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Esta família Baldin, tem sua origem mais remota com o nascimento de Johannes Baldin em 23 outubro de 1590 em Chioggia, Veneza. Seu filho Domencio Baldin nasce em Canizzanno, na Província de Treviso em 12 out 1610, casa-se lá em 30.04.1634 com Cantia Menega. Este filho Domenico é o ancestral mais antigo que se tem noticia, através de documentos.
Os primeiros Baldin que no Brasil chegaram foram Antonio Baldin, seus irmãos Sebastiano e Giuseppe, e o primo Ângelo Antonio e Sebastiano já estavam casados e Giuseppe e Angelo casaram-se em Urussanga – Santa Catarina, que foi o destino de chegada na véspera do Natal de 1879.Em Urussanga, e em Rio Carvão, desbravaram matas, plantaram tudo o que consideravam importante e necessário para viveram, especializaram-se no plantio da cana de açúcar, construíram engenho e passaram a produzir o açúcar que era vendido no comércio local, e finalmente cultivaram uva e fabricaram vinhos, os quais eram considerados os melhores da região Ajudaram e trabalharam no progresso de Urussanga.
Os Baldin que chegaram ao Rio Grande do Sul, foram Giovanni Battista Baldin com a esposa Oliva e os filhos Lucia e Luigi em 04.02.1887. Também neste mesmo navio chegaram Vincenzo Baldin com a esposa Giulia e os filhos Anna, Antonio, Cesare, Chiara e Elisa. Eram de Albaredo d’Adige, na Província de Verona. A família chega em Dona Isabel (RS), vindos do Porto de Santos no Navio Rio Pardo, e se estabelecem em Antonio Prado.Outros Baldin se estabeleceram em Alfredo Chaves, atual Veranópolis, também de Verona, Michelangelo a esposa Cecília e os filhos Luigia, Tullio,Lucia,Turosia e Eleutério, e a família de seu irmão Pietro a esposa Catterina e os filhos Maria, Clemente,Carlo e Giuseppe. Chegaram ao Rio Grande do Sul, em 24/12/1887. Eram agricultores também.
Os Baldin começaram a chegar a São Paulo em 1887. Se espalharam por todo o Estado. Fixaram-se em Campinas, Araras; Valinhos; Vinhedo; Jundiaí; São José do Rio Preto; Araraquara e tantas outras cidades, engrandecendo o Estado e o País nas fazendas de café.
A família de Filippo Baldin e de seu irmão Adamo, mais a de um tio de nome Luigi, tio este que não chegou ao destino, vindo a falecer no navio, chegaram em Campinas a 17.12.1888. Deixaram a pequena Castello di Godego, na Província de Treviso, juntamente com mais agricultores, e foram trabalhar na Fazenda Pau Grande, da Baronesa de Limeira, depois passaram a trabalhar nas demais fazendas desta mesma Baronesa.
Depois de algum tempo nestas fazendas, souberam que alguns estavam estabelecidos em Valinhos, e muitos se mudaram para lá. Mas como sempre tinham que procurar trabalho, e com os casamentos dos filhos, forma se espalhando pelas diversas cidades do Estado de São Paulo.
Os Baldin liderados por Alfonso Baldin, aqui chegando no Porto do Rio de Janeiro no Navio Colombo em 05.02.1896, seguiram para Juiz de Fora, e em 12 de fevereiro saíram com o destino a Rio Verde - Três Corações(MG). A convite de Ângelo Bellato, italiano que já estava em Minas Gerais a algum tempo, a família muda-se para Ponte Alta de Campanha, hoje Monsenhor Paulo (MG). Esta família Baldin até hoje é muito conhecida e reverenciada porque juntamente com esta família Bellato ajudaram a engrandecer esta cidade. Ajudavam a visitar doentes, a receber outros imigrantes que por lá chegavam. A construção da Igreja Matriz se deve à família de Alfonso Baldin. A banda de musica da cidade, armazéns; fabrica de manteiga; cinema; carro de aluguel; caminhão para transportes, ferraria, e até o terreno do primeiro grupo escolar e a delegacia de Ponte Alta foi doado pela família Baldin.
Este sobrenome é difundido em todo Veneto, mas a Província de Padova é que possui o maior numero. Os Baldin que vieram para o Brasil, são provenientes das Provincias de Padova, Verona, Veneza, Treviso e Udine.
UM POUCO DE NOSSA HISTÓRIA!! FELIZ 2016!!























cidades dos Baldin no Veneto : SANFLORIANO DI CASTELFRANCO VENETO